24 de ago de 2016

Carlos Lucas acertou em cheio com sua Magnum



Não se preocupe não, esta noticia não tem nada a ver com tiro ao alvo, Magnum é o nome da vinícola que o respeitado enólogo português Carlos Lucas fundou em 2011 com seu amigo também enólogo Carlos Rodrigues e que também tem como sócia  Lúcia Freitas. Muitos brasileiros conhecem Carlos muito bem afinal foi sócio fundador da Dão Sul e lá chefiou a área enológica de 1994 a 2011, neste período expandiu sua atuação elaborando vinhos em outras regiões de Portugal como Lisboa, Douro, Alentejo e Bairrada, assim como no Brasil através do  magnífico projeto “Rio Sol” no Valle do São Francisco, no Piemonte ( Itália) e no Priorat ( Espanha), tendo sido também premiado em 2008 pela revista Vinho como enólogo do ano em Portugal. Carlos possui hoje 3 vinícolas e ainda dá consultoria à Quinta das Tecedeiras no Douro, Tiago Monteiro Piorro ( Piloto de automobilismo português)no Douro, Nunes Barata no Alentejo , e Quinta do Sobral,e  Quinta da Alameda, no Dão. Carlos esteve recentemente no Brasil para lançar sua nova linha de vinhos finos Ribeiro Santo que em breve estarão no mercado pelas mãos da Wine Brands. Provamos 3 safras de seu vinho branco e 3 de seus tintos, vamos conhecer os mesmos em primeira mão :



Ribeiro Santo Vinha da Neve DOC 2012 – Dão – Corte com 95% de Encruzado e 5% de Sercial com 13,5% de álcool e passagem de 6 meses por barricas de novas de 500 litros de carvalho francês.- Palha verdeal, brilhante. No nariz, ervas aromáticas, casca de limão siciliano, mineral, lácteo, sem presença aparente de madeira. Na boca, ótima acidez, seco, corpo médio para amplo, final de boca mineral e cítrico. Um vinho sutil, bem fresco e ligeiro.  Meu favorito

Ribeiro Santo Vinhas da Neve 2013 – Dão – Varietal 100% Encruzado com 13,5% de álcool e passagem de 6 meses por barricas  de carvalho francês -  Palha verdeal brilhante. Fresco bem mineral, cítrico (limão siciliano), bem delicado, e aroma de flores brancas. Na boca, boa acidez, tânico, mais encorpado e frutado que o anterior, com ponta de álcool. Final de boca com menor sensação de madeira. Bem frutado e com toque de baunilha

Ribeiro Santo Vinhas da Neve 2014 – Dão – Varietal 100% Encruzado com 13,4% de álcool e passagem de 6 meses por barricas francesas de barricas francesas sem tosta.-  Palha verdeal, ralo, brilhante Olfativamente limpo, mineral, pedra molhada, e delicado cítrico. Ótima acidez, delicado, elegante, corpo médio, final refrescante e mineral.


Ribeiro Santo Vinha da Neve 2009  - Dão - Corte de Touriga Nacional, Afrocheiro, e Tinto Cão, com 14% de álcool e passagem de 12 meses por barricas francesas - Rubi extra tinto  leve halo. Frutas negras, tinta de caneta, herbáceo, e notas de flores escuras. Na boca ótima acidez, taninos muito finos, corpo médio, retrogosto frutado com  cereja no licor, 

Ribeiro Santo Vinha da Neve 2011 – Dão – Corte de Touriga Nacional, Afrocheiro, Tinto Cão e Tinta Roriz , com 14% de álcool e passagem de 12 meses por barricas francesas. -  Floral intenso, violetas, herbáceo, menta, e especiarias. Na boca, ótima acidez, taninos presentes, encorpado, potente, musculoso, final fresco e frutado com ligeiro tostado. 

Ribeiro Santo Vinha da Neve 2012 – Dão – Corte de Touriga Nacional, Afrocheiro, Tinto Cão e Tinta Roriz , com 14% de álcool e passagem de 12 meses por barricas francesas. – Rubi, extra tinto, sem halo. Cereja no licor, floral, especiarias e leve tostado.  Ótima acidez, taninos intensos, potente, encorpado, intenso, final fresco e frutado. Um vinho mais direto e vertical. Meu favorito entre os tintos.

Ainda não sabemos a que preço serão lançados estes vinhos, mas posso garantir que são de alta qualidade. Destaque para  a  Encruzado, uma branca que tem me agradado demais e que tem ganhado espaço recentemente entre as brancas portuguesas, no passado costumava fazer parte de vinhos de corte mas agora tem se destacado em vinhos varietais por ser uma variedade de boa estrutura, bem fresca, aromas delicados de frutas, muita mineralidade, e que permite guarda.

Wine Brands – Site: www.winebrands.com.br – Fone: (011) 2344 5569

22 de ago de 2016

Movi – Um MOVImento de sucesso






A sigla MOVI significa Movimento dos vinhateiros independentes, uma reunião de pequenos  produtores amantes de vinhos do Chile que foi criado em Junho de 2009 com a participação de apenas 12 vinicultores. O movimento sempre teve como objetivo demonstrar que o vinho chileno tem, e pode mostrar uma personalidade própria para cada vinho produzido, e fugindo definitivamente da fama que os bons vinhos elaborados pela grandes casas, são considerados por eles como muito parecidos e globalizados. Hoje já são 26 vinícolas engajadas e divulgando intensamente seus personalíssimos vinhos, são elas:  Acrobata, Armidita, Attilio & Mochi, Bowines, Casa Bauzá, Catrala, Clos Andino, Coral Victoria, Erasmo, Flaherty Wines, Garage Wines, Gillmore, Kingston, La Recova, Lagar de Bezana, Laura Hartwig, Meli, OC Wines, Viña Peumayen, Polkura, Rukumilla, Stary Night, Trabun, Villard, Von Siebental, e Vultur.  

Daniella Gillmore e Francesco Cinzano

São vinhos de autor, produzidos em pequena escala e que realmente são lembrados pela diferenciação, hoje se somarmos a produção de todos os associados chega-se apenas a 40 mil garrafas que comparado ao que se produz no Chile, representa apenas 0,1pct  do total lá produzido. Deste volume 13 mil caixas são vendidas no mercado local e o restante é exportado. Uma das formas utilizadas pelo Movi para divulgar seus vinhos são as MOVI Nights que teve sua primeira realização no Brasil na semana passada e da qual tive o prazer de comparecer evento este que nos disponibilizo 31 rotulos diferentes do associados presentes  dos quais prove 23 . Vamos aos meus 8 favoritos :

Tunquen 2013- Casablanca. Varietal Cabernet Franc  -  Violáceo, boa concentração, sem halo. Limpo frutas negras  maduras, herbáceo, e leve tostado, Na boca, delicado, tripé correto deliciosamente macio e  glicerinado sem excessos Agradou muito

Trabun Syrah  2009 – Requinoa Valle de Cachapoal -  Violáceo, media concentração, sem halo. Olfativamente limpo, frutas negras maduras, couro, floral,  pimenta preta, e defumado.  Na boca, ótima acidez, taninos finos, bom corpo, final de boca com fruta e couro- Trazido pela La Charbonnade









Flaherty 2013 - Aconcagua – Corte de Pettit Syrah, Syrah, Malbec, Cabernet Sauvignon, e Tempranillo. – Violáceo, ralo sem halo. Frutas negras maduras, pelo de animal, e  toque floral. Na boca, ótima acidez, taninos finos, corpo médio, vertical, final de boa, austera. Delicia de vinho. 90

Erasmo 2007 – Maule - Corte bordalês certificação orgânica. Granada, ralo, leve halo, Nariz trazendo frutas vermelha, leve tostado toque herbáceo, e leve defumado. Na bocam ótima acidez, taninos finos ainda verdes, bom corpo e persistência, delicado,retrogosto frutado e gastronômico Trazido pela Franco Suissa








3 Monos 2014 – Cauquenes - Corte de Carignan e Garnacha – Violáceo, ralo, sem halo Olfativamente lembra vinho elaborado por maceração carbônica, fruta fresca, alka seltzer,e  hortelã. Ótima acidez, delicado, corpo médio, retrogosto frutado lembrando  ameixa preta Kingston Pinot oir Violáceo, média concentração, sem halo. Frutas vermelhas maduras, morango,couro. Na boca delicado,  suculento, redondo ,  fácil de beber, parece natureba 89

Rukumilla 2011 – Cabernet Franc – Maipo - Violáceo, média concentração, sem halo. Frutas negras, grafite, leve tosta e cereja. Na boca, direto, ótima acidez, taninos vedes, corpo médio, final duro e refrescante.


Gillmore Old Vines 2010- Maule – Varietal  Cabernet Franc - Rubi ralo sem halo. Limpo, frutas negras azedas,  grafite. Ótima acidez, taninos finos ainda verdes,corpo médio, direto, austero final de boca com frutas frescas e couro  
  









Instinto del Maule Garage Wine 2013 – Maule entre Cordilheiras – corte com Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (10%), Syrah (20%), Carmenere (20%) e Petit Verdot (5%). - Violáceo média concentração sem hálo. Mais um vinho que me lembrou maceração carbônica, framboesa fresca, ervas. Ótima acidez, taninos leves suculento, ponta de anis,  bem agradável.

Movi uma oportunidade para provar vinhos diferentes de alta qualidade e caráter

Movi: Site - www.movi.cl

20 de ago de 2016

Castiglion Del Bosco o sonho de Ferragamo agora no Brasil

André Maculan e Roberto Ruscito

Massimo Ferragamo fez fortuna com a  moda, e parte do dinheiro foi investido em 2003 na compra da área de preservação ambiental chamada de Castiglion Del Bosco que conta com 2 mil hectares, dos quais 65 deles de vinhedos com clones da Sangiovese plantados supostamente por Ferrucio Biondi Santi que conta a historia podem ter sido os que foram usados para elaborar os primeiros Brunellos di Montalcino. Ferragamo possui também outra propriedade em Riparbella que tem 11 hectares plantados com variedades estrangeiras como Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, e Petit Verdot., além de uma vinícola construída em  2004 em Castiglion Del Bosco. A enóloga responsável desde a inauguração do empreendimento é Cecília Leoneschi mas que também conta com o agrônomo Ruggero Mazzili defensor ferrenho e iniciador da da agricultura sustentável na toscana, e mais recentemente do badalado enólogo consultor Beppe Caviola.
Todos os vinhos hoje elaborados pela Castiglion Del Bosco são biológicos, da região de Montalcino possuem o Rosso, o Brunello, o Campo Del Drago, Millecento, e o San Michele um Vin Santo Occhio di Perdice, enquanto que da região de Bolgheri (Vigna Riparbella) o Dainero e o Prima Pietra.


 Pois bem, a partir de agora os vinhos da Castiglion Del Bosco já podem ser encontrados no Brasil e quem está trazendo os mesmos, é o amigo André Maculan com sua Via Vini. Na semana que passou tive o prazer de provar alguns deles com André e Roberto Ruscito export manager da Vinícola:

Rosso Castiglion del Bosco 2014 – Varietal 100% Sangiovese com 14% de álcool . Rubi, ralo, sem halo. Violetas, frutas vermelhas, limpo, menta. Boa acidez, taninos finos ainda não prontos, corpo curto, retrogosto frutado bem leve agradável. Um Rosso de alto padrão com ótimo custo benefício. Produção anual 45 mil garrafas - R$ 130


Brunello Castiglion Del Bosco 2010 – Varietal 100% Sangiovese com 14,5% de álcool e passagem de 24 meses por barricas francesas – Granada, média concentração, halo de evolução. Frutas vermelhas azedaso, violetas, couro, ervas aromáticas, e ligeira baunilha. Na boca ótima acidez, taninos finos, ainda ligeiramente rascantes, corpo médio, retrogosto com cereja, menta e tostado. Um Brunello limpo, mais para o estilo macio, mesmo que taninos ainda precisem de tempo de garrafa. Produção anual 90 mol garrafas R$  340



Brunello di Montalcino - Campo del Drago 2011 – Varietal 100% Sangiovese com 14,5% de álcool com passagem de 24 meses por barricas francesas – Rubi, média concentração, leve halo. Frutas vermelhas maduras, violetas, ligeiro químico e baunilha.  Boa acidez, taninos finos, corpo médio para amplo, ponta de álcool, retrogosto bem macio e frutado. Um vinho mais estruturado extremamente bem elaborado. Produção anual 6 mil garrafas  R$ 490








Prima Pietra 2011 – Corte de 50% de Merlot, 30% de Cabernet Sauvignon, 10% de Cabernet Franc, e 10% de Petit Verdot , com 15% de álcool e passagem de 18 meses por barricas francesas sendo  50 % novas. Violáceo, extra tinto, sem halo. Frutas negras azedas, pimenta, herbáceo, menta, tostado, e pimenta preta. Acidez correta, taninos delicados, bom corpo, estruturado, retrogosto bem frutado, ainda muito jovem. Um típico Super Toscano, mais opulento, macio e fácil de beber. R$ 300 -Produção anual 10 mil garrafas
Para terminarmos a prova nos foi reservado um Brunello de safra mais antiga (2004) que ajudou a comprovar a teoria que um bom Brunello deve ser consumido acima dos 10 anos de guarda.


Brunello di Montalcino Castiglion del Bosco 2004  - Granada alta concentração halo intenso.  Fruta vermelha madura, aromas  balsâmicos, violetas, terroso e  tostado. Na boca, ótima acidez,taninos ainda intensos, quente, encorpado,  final de boca potente e  maduro .







Foi bastante importante termos este último Brunello na mesa pois serviu para nos mostrar a mudança de estilo dos vinhos elaborados pelo Castiglion Del Bosco, especialmente depois da entrada do novo enólogo consultor, famoso por elaborar vinhos naturais, mais delicados e elegantes.

Certamente vinhos maravilhosos que estão sendo disponibilizados a preços mais baixos do que estamos acostumados a ver em nosso mercado,e que mostra a filosofia comercial e do time enxuto desta nova importadora, que promete ainda mais novidades em breve, sempre a preços camaradas.

Fica ai a dica


Via Vini – Site: WWW.viavini.com.br – Fone (011) 5042 0077

18 de ago de 2016

Italiamais traz verdadeiras joias da vinicultura siciliana





Tenho comentado bastante o impacto da crise brasileira na importação de vinhos, o que ao meu ver tem afetado de maneira devastadora dois segmentos: os vinhos de alto valor agregado, e as origens menos conhecidas que demoram mais para rodar nas prateleiras dos lojistas e estoques das importadoras. Mas o que vi recentemente em evento organizado pela Italiamais me deixou esperançoso, verdadeiras joias da Sicília que até pouco tempo atrás só podiam ser comprados pelos consumidores mais atentos, e que costumeiramente viajam para o exterior. Neste dia tive o prazer de provar alguns produtores como os badalados COS, os fantásticos vinhos da Benanti, e a tradicional Nicosia.

Vamos aos vinhos provados:

Da  Nicosia, tradicional vinícola, com mais de um século de estrada na elaboração de vinhos na Itália, provei o  branco Grillo Bio Vegano I.G.T.  vinho clarificado com o agente mineral soja, e sem nenhuma  intervenção animal em suas etapas de processo de produção e vinificação.

 Nicosia Grillo Bio Vegano 2014 com 12,5% de álcool sem passagem por madeira. Palha, brilhante, toque verdeal. Limão siciliano, mineral, e ervas aromáticas. Ótima acidez, ligeira tanicidade, corpo médio, fresco, final cítrico e mineral. - R$132









Nicosia Etna Rosso DOC 2013 -  Corte com 80% de Nerello Mascalese e 20% de Nerello Cappuccio, com 13% de álcool, sem passagem por madeira. – Rubi, ralo, sem halo. Fechado, cereja madura, herbáceo, mineral, e toque defumado. Na boca, ótima acidez, taninos presentes e delicados, corpo médio, ligeiramente rústico, final de boca frutado com ligeiro dulçor, R$ 133

Da Benanti que desde 1988 elabora vinhos nas encostas do vulcão Etna e que já esteve presente no Brasil até dois anos atrás com outra importadora tomamos:

Benanti Nerello Mascalese DOC 2012 com 14 % de álcool e passagem de um ano por madeira - Rubi ralo leve halo.  Fechado, cereja, morango herbáceo, floral, ligeiro couro. Ótima acidez, taninos muito finos, corpo médio, redondo pontinha de álcool, retrogosto macio com frutas maduras. Um vinho muito fácil de beber, daqueles que a garrafa fica vazia rapidamente, e que promete melhorar ainda mais com mais uns 2 anos de garrafa – R$ 286






Finalmente da COS, minha atual paixão em vinhos da Sicília, ótimo exemplo da nova vitivinicutura mundial mais preocupada com a pureza de seus produtos, cuidado com o meio ambiente e que adotam métodos tradicionais de vinificação, deles provamos:

Cos Cerasuolo di Vittoria Classico DOCG 2012 - Corte com 40% de Frappato, e 60% de Nero D’Avola, com 13% de álcool e curta passagem por barris da Eslavônia.  – Rubi, ralo sem halo. Flores do campo, rosas, frutas vermelhas frescas, leve herbáceo, açafrão, e mineral. Na boca tripé correto, ótima acidez, taninos delicadíssimos, corpo curto para médio, elegante, delicado, final de boca perfeito R$ 420

Cos Contrada IGP Nero D’ Avola 2009  - Varietal 100% Nero D’Avola , com 13,5% de álcool e curta passagem por barris da Eslavônia – Rubi indo para granada , ralo halo de evolução.  Complexo, frutas vermelhas maduras, violetas, menta, salgadinho, floral, e couro. Ótima acidez, taninos presentes muito finos, picante, corpo médio, final de boca com especiarias doces, e frutas com evolução. Um vinho maravilhoso para grandes momentos  R$ 720 

A importadora Italiamais trabalha exclusivamente com vinhos italianos, e conta atualmente com exemplares das regiões da Toscana, Vêneto e Sicília, mas já prometendo novas regiões para breve. Seu foco de vendas concentra-se em restaurantes, lojas especializadas, empórios e hotéis.

Italiamais: Site .www.italiamais.com.br. Fone (011) 3044 1116


16 de ago de 2016

Alto de las Hormigas mostra os caminhos para a viticultura argentina





Participei ontem de apresentação do enólogo Leonardo Erazo organizada pela Eno Cultura e pela World Wine, e que contou também com a presença do sommelier Hector Riquelme. O objetivo deste encontro foi o de mostrar o que a vinícola está fazendo, para se adequar ao que é esperado para o futuro da vitivinicultura deste país “Hermano”. A estratégia é bem clara “A próxima geração de vinhos da Argentina devera refletir mais a área na qual os vinhos são produzidos”, Analisando esta afirmação podemos concluir  que a mesma deverá gerar grande mudanças na forma de elaborar vinhos na Argentina pois irá requerer um conhecimento ainda mais profundo por parte das equipes de produção  das características dos diferentes Terroirs do país. 
Leonardo Erazo

Se for só por isto a Alto de las Hormigas já está preparada pois Leonardo além de enólogo, é também agrônomo com especialização em solos, e a vinícola conta com a consultoria de dois dos mais competentes e renomados experts do mundo dos vinhos, o enólogo italiano Alberto Antonini  e o especialista em solos chileno Pedro Parra, certamente um verdadeiro Dream Team .
O projeto denominado “Terroir” foi lançado em 2008 e chegou a conclusão de que os solos calcários seriam os que mais se adéquam a varietal escolhida, a Malbec, identificando também  os melhores locais para o plantio dos vinhedos.  Nossa experiência ontem foi a de verificar as diferentes características que os vinhos elaborados com a  Malbec apresentam em cada um dos locais escolhidos. Vamos aos vinhos provados



Malbec Classico 2014 com uvas da região de Medrano, Barrancas e Lunlunta com passagem de 10 meses tanques de concreto, e 13,5% de álcool – Violáceo, ralo sem  halo. Frutas vermelhas, ameixa, terroso, lácteo, especiarias, leve herbáceo. Na boca, ótima acidez, taninos presentes, corpo médio, final de boca  frutado fresco, bem agradável.  Um vinho simples, limpo pra beber de garrafa, tremendo custo benefício. R$ 60


Malbec Terroir 2013  com uvas do Valle de Uco  passagem de 12  meses em tanques de cimento, inox e bottes de 3500 litros, e 14,1 de álcool  - Violáceo, média para ampla concentração, sem halo. Fechado mineral, figos, violetas, chocolate, menta, frutas negras frescas, cereja. Com tempo de taça aparecem as especiarias especialmente o cravo. Boa acidez, taninos mais intensos, corpo médio, final de boca mais rústico e gastronômico e marcado por cereja e herbáceo. R$ 86


Malbec Reserve 2013  com uvas do Valle de Uco 18 meses em botes de 3.500 litros e 12 meses de garrafa, e 14,2% de álcool. Violáceo, extra tinto, sem halo. Mineral, limpo, cereja no licor, grafite, e alcaçuz. Ótima acidez, taninos finos ainda ligeiramente verdes, corpo intenso, estruturado, final de boca com cereja e toque de café. Um vinho direto, complexo, que promete longa  guarda . Foi meu favorito entre os 3 primeiros. R$ 112







Malbec Appellation Altamira  2013 com passagem de 18 meses de botes francesas, 14,5% de álcool -  Violáceo, extra tinto, sem halo.  Fechado frutas negras azedas, ervas aromáticas, tostado,  mineral. Ótima acidez, taninos presentes finos, corpo curto para médio, final de boca com cereja e tostado muito agradável. O mais elegantes e leve entre as 3 origens. Esta região e marcada pela presença de pedras grandes  cobertas de carbonato de cálcio . RS 233

Malbec Appellation Vistas Flores 2013 com passagem de 18 meses de bottes francesas , 15% de álcool – Violáceo, extra tinto, sem halo.  Fechado, mineral, pedra molhada, frutas negras, químico, menta, leve tostado. Ótima acidez, taninos finos, corpo médio, ponta de álcool, final de boca frutado e com toque metálico que lembra sangue. Um vinho de maior estrutura, que abriu redondo macio, direto e com o tempo de taça ganhou maior sensação de  presença de álcool. Região marcada pela presença de  pedras menores e de mais argila. R$ 233


Malbec Appellation  Gualtallary 2013 com 18 meses de bottes francesese 14,5% de álcool – Violáceo extra tinto, sem halo.  Floral, frutas negras frescas, herbáceo, mineral, grafite, tinta de caneta. Ótima acidez taninos presentes, corpo médio para amplo, estruturado, final de boca com cereja no licor, mineralidade e ligeiro toque salino.  Um vinho vertical, mais intenso, mas com muita fineza, abriu ligeiramente alcoólico mas tempo de taça o arredondou. Foi meu favorito, mas admito que gostaria de  toma-lo daqui uns 5 anos. Região marcada por maior presença de carbonato de cálcio. R$ 233




Obs: Todos os vinhos da Alto de las Hormigas são elaborados com uvas que seguem o conceito Biodinâmico, e o processo de elaboração com a menor intervenção possível, ou seja mínima extração, madeira neutra, leveduras indígenas, e pouco sulfito. No Brasil a distribuição exclusiva fica por conta da importadora World Wine


World Wine – Site: www.worldwine.com.br – Fone: 3383 9300