11 de dez de 2017

Conheça os melhores vinhos de Portugal




Recentemente tive o prazer de participar do evento “O Melhor de Portugal“, organizado pela Vini Portugal e que teve apresentação do competente Alexandre Lalas desta vez acompanhado pelos amigos Marcel Miwa e Ibrahim Zouein que pacientemente comentaram os vinhos para um público de atentos mas barulhentos ouvintes.

 Para termos uma noção do atual status de Portugal na vitivinicultura mundial seguem algumas informações estatísticas de acordo com dados colhidos em 2016.  Portugal produz significativos 6 milhões de hectolitros de vinho fino por ano dos quais 46% se destinam para a exportação o que comprova  o forte crescimento e reconhecimento dos vinhos portugueses nos maiores mercados consumidores de vinho do mundo . A região do Douro continua capitaneando o volume de vendas, seguido do Alentejo, Lisboa, Minho, e Tejo. Portugal ocupa a 8ª posição entre os maiores exportadores, possui a 8ª maior área plantada, e é o 11º produtor de vinhos do mundo.
Voltando ao nosso tema, o concurso “O melhor de Portugal” é uma prova que ocorre todos os anos organizada pela Vini Portugal e que nesta edição colocou frente a frente 1376 exemplares que foram analisados por 100 jurados.


 Os ganhadores foram:

Melhor Vinho do Ano e Melhor Var. Tinto - VILLA OLIVEIRA TOURIGA NACIONAL,
Melhor Vinho Tinto Blend- Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, 2014
Melhor Licoroso- Kopke Colheita , 1967 DOP, 1967
Melhor Var. Branco - MUROS ANTIGOS LOUREIRO, 2016
Melhor Espumante- QUINTA DO ORTIGÃO Cuvée, 2012
Melhor Vinho Branco Blend - QUINTA DOS CARVALHAIS RESERVA, 2012


Durante nossa prova, dos vinhos acima, só não provamos o Kopke e o Quinta do Ortigão, mas em compensação tivemos outros medalhados como:

Marques Marialva Arinto Reserva 2016
Olho de Mocho Branco -Antao Vaz 2016
Esporão Reserva 2016
Titular Encruzado 2015
Cabriz Reserva 2015
Duorum  Colheita 2015
Marques de Marialva Baga  Reserva 2012
Herdade da Pimenta Grand Escolha 2014
Sandrão Porto Vintage  


Os meus favoritos foram:

O deliciosamente mineral Muros Antigos  Loureiro 2016
O surpreendente Villela Oliveira Touriga Nacional 2011
O sempre campeão Dona Maria Tinto 2014
E o repaginado Quinta do Crasto   Vinhas Velhas 2014  
E o refrescante Olho de Mocho Branco – 2016


Parabéns a Sonia Viera e Vini Portugal por mais um sensacional evento de divulgação do que de melhor se produz em Portugal. Até a próxima


Vini Portugal: www.viniportugal.pt

7 de dez de 2017

Catad' Or Ancestral o concurso de vinho que vai entrar para a história



O conceituado Concurso Catad’Or já está em sua 22 edição, mas este ano surpreendeu a todos com um segundo evento, o “Catad”Or Ancestral Wine Award” criado especificamente para promover os vinhos elaborados por pequenos produtores/ artesãos, que não produzam mais do que 10 mil litros ao ano, e que cada ano que passam ganham mais espaço no mercado chileno de vinhos com a ajuda técnico financeira do INDAP que comentarei ao final. 

Tive a honra de ser um dos jurados internacionais desta primeira edição junto a outros grandes nomes como o MW Alister Cooper da Inglaterra, Hector Riquelme e Sergio Correa Undurraga do Chile, Grant Phelhs da Nova Zelândia, Feix Guinand da França, Meinard Jan Bloem da Holanda apenas para citar alguns, o grupo também contou com a presença de Daniela Bravin e Cassia Campos do Brasil e de nosso querido chileno brasileiro Francisco Zúniga.


O Concurso foi dividido em três categorias: Vinho Camponês. Vinho Camponês a Granel, e Pequenos Produtores, e foi desenhado para produtores, cooperativas, comerciantes, importadores de vinhos de origem camponesa, e pequenos produtores de variedades tradicionais ou de outras variedades dentro de métodos ancestrais, orgânicos, ou biodinâmicos.
Sofia e Pablo

O Concurso ,criado por Pablo Ugarte e seu fiel companheiro e Roberto Olmos e nesta primeira edição ocorreu no Hotel Radisson Petra na cidade de Concepcion. Lá, o grupo composto por 18 jurados analisaram 220 amostras enviadas por 63 produtores de 24 micro regiões. Foram  23 variedades de uvas tanto sozinhas ou em corte, sendo a grande maioria elaborada com as variedades Moscatel de Alexandria, Cinsaut, e Pais.
Fiquei impressionado com a seriedade e organização do evento que em breve deve trazer ao Brasil os vinhos ganhadores deste primeiro Concurso visto a ideia e de também divulgar e quem sabe trazer para o Brasil alguns destes rótulos para comercialização.
 
O melhor vinho ancestral e sua criadora 
A premiação ocorreu nesta 2ª feira em evento que contou com todos os produtores, jurados, e equipe da organização, e teve como mestre de cerimônia Sofia Le Foulon esposa de Paulo Ugarte.

Foram entregue medalhas de ouro, prata e especiais vamosaos ganhadores :  
Medalha de ouro para vinhos com89 pontos ou mais
Medalha de Prata para vinhos de 85 a 88 pontos

Melhor vinho Ancestral - Ñipanto Reserva Cinsault 2005-- Sociedad Agrícola Valle Itata
Melhor vinhedo Ancestral -Viña Mora Reyes.
 Melhor vinho pequenos produtores. - Armidita Pajarete Antiguo Moscatel 2010- Viña Armidita
Melhor vinho a granel. - Los Nogales Moscatel de Alexandria 2017- Rosa Vidal Torres
Melhor espumante. - Kürüf Brut Moscatel de Alexandria- Piedras del Encanto
Além dos prêmios especiais acima citados o concurso distribuiu outras 61 medalhas sendo 28 de ouro e 33 de Prata
Gostaria de finalizar para dar uma salva de palmas para o INDAP ( Instituto de Desarrollo Agropecuario) um serviço Púbico dependente do Ministério da Agricultura pelo seu trabalho de fomento em  prol da agricultura familiar e dos artesões do Chile, divulgando os produtos por eles produzidos, mantendo uma legislação que lhes permita operar do jeito que são, e além do mais fornecendo apoio financeiro para seus pequenos projetos de desenvolvimento. Bem que os legisladores brasileiros poderiam usar o modelo chileno para apoiarem seus pequenos produtores e artesãos, ao invés de interditar e encerrar as atividades dos mesmos por terem que seguir regras feitas para grandes industrias. Fica aí minha sugestão
Quem quiser conhecer todos os produtores medalhados nesta edição acessem o site do Catador Ancestral  : www.catadorancestral.cl .

Para nossos legisladores fica a dica do site da INDAP : www.indap.gob.cl

27 de nov de 2017

Vinhos do Tejo cada vez mais surpreendentes


Diogo Campilho e Water Tommasi


Como jornalistas especializados temos sempre ótimas oportunidades de provar grandes vinhos e boas origens, mas é claro que é impossível ter acesso a aquelas menos conhecidas. De Portugal, participamos de muitos eventos dos vinhos do Douro, e do Alentejo que se mostram mais ativos na divulgação de seus produtos. No caso específico do Tejo até poucos anos atrás, só conhecia os vinhos de alguns produtores mais tradicionais, como a Quinta da Alorna, a Casa Cadaval. No inicio de 2015 fiz um post sobre a agradável experiência que tive em provar diversos vinhos do Tejo (até 2009 conhecido como Ribatejo), a surpresa foi ainda maior em Abril deste ano em nova investida da CVR Tejo. Lembro que me animei tanto com a  ótima relação custo benefício que acabei comprando duas caixas de vinhos de dois produtores diferentes para minha adega. Na semana passada tive a oportunidade de provar os vinhos de Diogo Campilho e sua também tradicional Quinta da Lagoalva de Cima

O jovem e dinâmico Diogo além de proprietário também atua como enólogo da empresa que conta com 45 hectares de vinhedos espalhados por diversos terroir do Tejo, e atualmente produz 350 mil garrafas ano das quais metade ficam no mercado interno e 50% são exportadas, sendo USA, Suíça França, Dinamarca e Brasil seus principais compradores. Durante o jantar por conta da passagem de Diogo pelo Brasil degustamos os seguintes vinhos: Lagoalva Rosado 2016 – R$ 104, Barrel Selection Branco 2014 – R$ 248, Lagoalva Tinto 2015 – R$ 67, Quinta da Lagoalva Vinha da Avó 2013 – R$ 147, Lagoalva de Cima 2012 – R$ 163, Dona Isabel Juliana 2012 – R$ 478, e Quinta da Lagoalva Late Harvest 2014 – R$ 318. Com base nos exemplares provados posso afirmar que esta vinícola possui vinhos para todos os gostos e estilos. Vamos aos que mais me agradaram:

Barrel Selection Branco 2014  - Um elegante Sauvignon Blanc com curta passagem por barrica que lhe deu complexidade olfativa sem lhe tirar o frescor e mineralidade da boca.


Quinta da Lagoalva Vinha da Avó 2013 – Um fresco e delicioso corte de Syrah e Touriga Nacional  que gostaria de indicar aos apreciadores dos vinhos naturais sem passagem por madeira. Muita fruta negra fresca e toque de grafite marcam este vinho.

Lagoalva de Cima  2012 – Um varietal da uva Syrah, um vinho amplo, complexo, e com perfeito balanço de boca que o tornam elegante e fácil de beber.


Dona Isabel Juliana 2012 – Um corte de Afrocheiro,Tannat, Syrah e Alicante Bouchet . Um vinho mais dentro do estilo novo mundo, com generosidade de frutas no nariz, grande estrutura de boca mas com bom balanço entre álcool, taninos e acidez.

Os vinhos da Quinta da Lagoalva são importados para o Brasil pela conceituada importadora Mistral. Aproveitem, pois os vinhos ainda devem estar em promoção por mais alguns dias


Mistral : Site - www.mistral.com.br – Fone (011) 3372 3400

25 de nov de 2017

Mundovino do Brasil um passo por vez

Carlos Migues


Foi em Maio deste ano que conheci pela primeira vez Carlos Migues e sua Mundovino em uma apresentação que me lembro ter sido muito calma e focada em seus vinhos. Lembro também que  me agradaram demais os rótulos das duas vinícolas apresentadas na ocasião: os modernos e chamativos da Casa Roje de seu projeto Wine Gurus, e os minimalistas da Habla , mas a melhor surpresa mesmo foi quando provamos os vinhos, todos de muito alta qualidade. Durante este ano dois de seus vinhos se saíram muito bem em degustação as cegas que organizei para a revista Go Where Gastronomia ( o Maquinon e o Habla Del Silencio ). Nesta semana que passou recebi um convite para provar novamente alguns vinhos da importadora que passo a passo vai divulgando seus produtos tanto para seus consumidores finais como para os formadores de opinião. Desta feita provei:

El Gordo del Circo 2016 – Rueda - Um varietal 100% Verdejo com curta passagem por madeira e 5 meses de contato com as leveduras. Um vinho marcante com nariz muito mineral, frutas brancas como pêra e maça e leve toque lácteo. Na boca, gordo, intenso, macio, final de boca com leveduras e ligeira tosta, mas com muito frescor. Bom demais R$ 139 ( 1ª vez que provo)



The Invisível Man 2015 - Rioja Alta – Corte com 5% Mazuelo e 95%  Tempranillo com 9 meses de barrica francesa. Vinho com a tipicidade dos vinhos da Rioja com suas frutas vermelhas maduras, toques florais e aquela madeira mais marcada onde aparece o coco que não deveria estar ai por este vinho só passar por barrica francesas. Na boca boa acidez, taninos finos corpo médio e final com frutas vermelhas , tostado e amêndoas  - R$ 139 ( Já provado em Maio)

Macho Man 2014 - Jumilla – Varietal 100% Monastrel com 6 meses de criança em barrica francesas. Um vinho que por conta da uva utilizada, minha expectativa era de tomar um exemplar mais rústico, mas ao contrário este se apresentou redondo, macio, e fácil de beber, mais austero no nariz com a presença de frutas negras e grafite R$ 139 ( Já provado em Maio)

Habla del Silencio 2014 – Extremadura – Corte de Cabernet Sauvignon, Syrah e Tempranillo com passagem de 6 meses de crianza por barricas francesas. – Vinho muito limpo no nariz com presença de frutas negras como cereja, tinta de caneta, especiarias, e grafite. Na boca ótima acidez, taninos finos ainda presentes, estruturado, pontinha de álcool, persistente e final de boca com frutas e grafite. Um vinho mais moderno, mas muito bem elaborado - R$ 160 ( Já provado em Maio)

Sucesso a Mundovino!


Mudovino Brasil – Site: www.mundovinobrasil.com

15 de nov de 2017

Quinta do Vallado em muito boas mãos

Alessandro Petto


A Quinta do Vallado ( 1716) e uma das mais tradicionais vinícolas do Douro e participante ativo dos Douro Boys, mas no Brasil sempre pularam de galho em galho tentado encontrar um importador que trabalhasse sua marca como uma referência dos vinhos dourenses. Isto ocorreu em 2013 quando encontraram o que tanto buscavam! A PPS uma jovem importadora que nasceu especificamente para divulgar e comercializar a sua marca. Alessandro Petto que já trabalhou no mundo do vinho anteriormente é um dos sócios da importadora junto com Tiago Soares. Durante estes quatro anos a importadora não só conseguiu superar suas metas estabelecidas, mas expandiu suas operações mesmo durante difícil período marcado pela crise econômico e política brasileira. Hoje traz também os vinhos Dona Maria de Júlio Bastos, Sordo do Piemonte, Poggio Bonelli, e Collemattoni da Toscana, e promete mais surpresas para o próximo ano. Na semana passada Alessandro reuniu um grupo de jornalistas para apresentar as novas safras  da Quinta do Vallado em descontraído almoço em São Paulo do qual tive o prazer de participar.

Na ocasião provamos:
Quadrifolia Douro Branco 2015 um corte de Moscatel Rabigato e Códega feito especialmente para o mercado brasileiro R$ 65
Vallado Touriga Nacional Rosé 2016 Um vinho frutado com acidez cortante que agradou demais R$ 99
Quinta do Vallado Reseva Douro Branco 2015 – Corte de Gouveio Rabigato e Arinto. Um vinho muito fresco mas com maior estrutura e final de boca complexo trazendo abacaxi maduro e baunilha. R$ 199
Quinta do Vallado Reserva Field Blend 2014 – Elaborado com uvas de vinhas velhas mescladas. Muita complexidade olfativa combinando co um tripé perfeito entre acidez, taninos e álcool. Pronto para ser tomado mas promete longa guarda R$ 333
Quinta do Vallado Tinta Roriz 2014 –Vinho com aromas balsâmicos, frutas negras , e toque tostado. Na boca quente, suculento, e ainda precisando afinar arestas de sua juventude, outro que promete entregar ainda mais no futuro. Vinho de guarda R$ 485

Quinta do Vallado Vinha da Coroa 2015 – Elaborado com uvas de vinhas velhas do vinhedo Vinha da Coroa. Um vinho com envelope olfativo muito complexo predominando aromas florais e frutados, mas quando chega na boca fresco , elegante delicioso. R$ 650

Quinta do Vallado Porto Tawny 10 anos (Garrafa de 500 ml) – Um vinho fino marcado pelos figos secos, laranja confitada e toque de nozes, na boca, muito vibrante, e longo R$ 250
Quinta do Vallado Porto Tawny Reserva (Garrafa de 750 ml) Um vinho rico, frutas secas, frutas negras, especarias e tostado. Na boca, mais gordo, encorpado, cremoso e muito longo. R$ 470

Se nunca tomou um Quinta do Vallado faça isto agora, garanto que você vai querer ter sempre uma garrafa em sua adega


PPS Importadora : Site- www.ppsimportadora.com.br  - Fone (011) 3885 6268