17 de ago de 2017

Wines of Chile Sensacional


Um post sobre a sexta edição da Wines of Chile foi o mais lido do ano passado em meu Blog, vamos ver se o desta 7ª edição que veio com o mote Love wine love Chile não fica atrás !
O Chile é certamente o único país produtor de vinhos que tem o Brasil como um mercado alvo, afinal somos o 4º maior importador de seus vinhos só perdendo para a China e EUA com 7% cada, e o Japão com 6% enquanto nós mantemos gloriosos 5%.  Particularmente continuo sendo um fervoroso defensor de seus vinhos, pois hoje conseguem atingir todos os segmentos e estilos, desde os vinhos de entrada onde continuam produzindo os melhores custo benefício do planeta. Elaboram também um infindável número de vinhos de média gama distribuídos por dezenas de regiões e variedades que lhes permitem ir desde vinhos tradicionais de corpo amplo, e médio até vinhos naturais leves e delicados, sem nos esquecer de seu vinhos Icones hoje reconhecidos e premiados nos grandes concursos mundiais.  Porque ? Por que esta turma sabe trabalhar e nunca descansa após obter sucesso com alguma variedade ou alguma nova região.  Hoje seus vinhos alem da denominação do Vale de onde vem também são classificados em três posições geográficas : Andes, Entre Cordilheiras e Costa que de certa forma dão ao consumidor uma idéia do que esperar de seu vinhos em cada uma destas áreas. Os vinhos da Costa costumam ser mais frescos e delicados, beneficiando as variedades brancas como Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling, Pinot Gris e Bianco, e tintas como Pinot Noir e a Syrah, ficando o destaque para regiões como Limari, Casablanca, Leyda e San Antônio. Entre Cordilheiras região mais antiga e tradicional na elaboração de vinhos, onde se destacam variedades mais estruturadas como Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenere , gerando vinhos mais encorpados e alcoólicos de boa guarda com destaque para as regiões  de Cachapoal, Colchagua e Maipo  para citar alguns exemplos . Finalmente os vinhos dos Andes que possuem alta acidez, boa estrutura, taninos presentes mas elegantes, e longa guarda, assim como por sua mineralidade, onde se destacam as variedades como a Syrah, Cabernet Sauvignon Carmenere e outras tendo como principais regiões Atacama, Aconcagua, Maipo etc .

.Durante o evento deste ano comandado por Jorge Lucki provamos 10 vinhos que foram detalhadamente comentados pelos enólogos ou representantes da cada marca presente com sempre precisas intervenções de Jorge profundo conhecedor dos vinhos chilenos . Vamos aos vinhos provados:



 TH Lo Abarca Undurraga 2016 – Um Sauvignon Blanc de San Antonio. Vinho marcado por aromas cítricos, toques herbáceos e mineral. Alta acidez, vibrante e fresco com ligeiro salgadinho no final de boca - R$ 160 importado pela Inovini


.        Ventisquero Tara White Wine 1 safra 2014 – Um Chardonnay  de Atacama – Dourado, intenso com certa turbidêz . Frutas amarelas azedas, borracha, grafite , e mineral. Ótima acidez, nervoso, bom corpo, final de boca frutado e mineral com jeito natureba mas com muito estrutura final de  boca mais salgado que o anterior . R$ 250  importado pela Baccos


        Marques de Casa Concha edição limitada 2016 – Um Pinot Noir da região de Bio Bio –Violáceo, ralo sem halo. Pitanga, cereja fresca, e leve tostado. Ótima acidez taninos finos, picante ponta de  álcool, final de boca com cereja e alcaçuz. Um Pinot  mais opulento. R$ 120 importado pela VCT

          Limited. Release Sucesor Romano 2015 – Um corte com 85% de Cesar Noir e 15% Carignan do Vale de Maule  - Complexo trazendo couro, frutas negras maduras, tostado, hortelã. Muito boa  acidez, taninos presentes , direto, corpo médio, com retrogosto marcado por alcaçuz, grafite   me fazendo lembrar um  Tannat  RS 200 importado pela BEV


      Boya Syrah 2015 – Varietal 100% Syrah da região de San Antônio – Animal de pelo, fruta vermelha madura, leve herbáceo, pimenta do reino, e toque lácteo. Ótima acidez, carnudo, taninos presentes moito finos, corpo intenso, retrogosto frutado, e couro. Um vinho com tripé perfeito, senhoril.  R$ 118 importado pela Mistral.

6.      Microterroir de los Lingues 2011 -  Varietal 100% Carmenere de Lo Lingues em Colchagua - Frutas vermelhas maduras ,erva doce, toffe,e canela. Boa acidez, taninos presentes, corpo intenso, picante, final de boca bem frutado vivo, com  leve adocicado. R$ 350 importado pela Vinhos do Mundo.

         Premium Las Niñas Orgânico 2015 – Corte  com Syrah, Cabernet Sauvignon, Merlot e Mouvedre  da região de  Apalta - Frutas negras azedas, tostado, couro, Ótima acidez, taninos presentes, suculento corpo médio,retrogosto com fruta e toque tostado. Elegante e fresco. R$ ? Sem distribuidor no Brasil

  Neyen 2011 - Corte de Carmenere e Cabernet Sauvignon  da região de Apalta - Amora, hortelã, pimenta do reino,cassis, e  baunilha. Boa acidez, taninos presentes,  encorpado, final  de boca frutado e tostado , pontinha de álcolo R$ 250 importado pela Wine for You.

El Principal 2013 - Corte de Cabernet Sauvignon, Petit Verdot,e  Cabernet Franc  da região de Mipo. Fechado, frutas negras frescas, pitanga, amora, menta, e tostado. Ótima acidez, taninos finos, suculento, ponta de álcool, final de  boca fresco, e frutado. Vinho de grande estrutura potente, mas bem balanceado. - R$ 782 importado pela Decanter

.        Pircas de Liguai Cabernet Sauvignon 2013  - Varietal 100% Cabernet Franc  da região de Maipo- Vinho direto,  frutas negras, pimenta e tostado. Ótima acidez taninos muito finos, corpo médio, suculento com fina de boca elegante trazendo ponta de madeira bem integrada. R$ 167 disponível no Emporio Santa Luzia
       
       Wines of Chile : www.winesofchile.org 

10 de ago de 2017

Los Boldos mudando para melhor

Sebastian Montes e Victor Arce 

Hoje em dia quando conversamos com produtores de vinho, especialmente do novo mundo a mensagem por eles transmitida é quase sempre a mesma, estamos elaborando vinhos menos extraídos, com graduação alcoólica mais baixa, e passagem por madeira também não muito longa ou até mesmo sem utilização desta. Porque?  Simplesmente porque o gosto dos formadores de opinião, críticos e consumidores especializados está mudando rapidamente. Na recente visita ao Brasil de Sebastian Montes, General Manager da marca, e Victor Arce, enólogo, a mensagem também veio dentro desta mesma linha, mas não só na teoria pois tivemos a oportunidade de provar os novos vinhos  elaborados após as mudanças de processo assim como os anteriores e a diferença foi realmente significativa.

 

Me chamou muita atenção os brancos que por não serem de regiões costeiras não costumavam ser tão frescos e agradáveis como esta nova safra. Claro que existe um segredinho que pouca gente se dá conta, em 2008 a Los Boldos foi adquirida pela gigante portuguesa Sogrape que primeiro sentiu como estava o posicionamento desta marca e com os resultados  a 5 anos atrás  iniciou um processo de mudanças radicais eu vão desde o tratos culturais até o processo de produção. Os resultados destas mudanças começam a ser notados agora especialmente em suas safras mais recentes como a  de 2017. Durante a apresentação provamos os seguintes vinhos :

Chateau Los Boldos Tradition Reserva 2017 Sauvignon Blanc - Vinho sem passagem por madeira com 12,5 de álcool –R$ 76

Chateau Los BoldoTradition Reserva 2017 Chardonnay – Vinho com leve passagem por madeira ( 3 meses) pra apenas 20% do volume, e 13% de álcool. Um chardonnay muito elegante, com bom envelope olfativo e ótima acidez. R$ 76

Chateau Los Boldos Tradicion Reserva 2016 Cabernet Sauvignon – Vinho com 6 meses de passagem por madeira e 13,5% de álcool R$ 76

Chateau Los Boldos Grande Reserva 2015 Carmenere  - Vinho com 10 meses de passagem por madeira e 13,8% de álcool R$ 147

Chateau Los Boldos Grande Reserva 2015 Cabernet Sauvignon  - Vinho com 12 meses de passagem por madeira , sendo 1/3 em barricas novas, e 14% de álcool R$ 147

Chateau Los Boldos Vieilles Vignes 2015 Merlot  - Vinho com 14 meses de passagem por madeira , sendo 40% em barricas novas, e 14% de álcool R$ 217

Meus destaques para o aromático, fresco e vibrante Sauvigon Blanc, para o elegante Chardonnay que encantou pelo complexo envelope olfativo, e para o delicado Cabernet Grand Reserva que mesmo pedindo mais tempo de garrafa agradou demais aos presentes pela complexidade, e por ser muito fácil de beber

Os vinhos do Chateau Los Boldos continuam sendo distribuídos no Brasil com exclusividade pela Zahil 

Zahil: Site- www.zahil.com.br  - Fone (011) 33071 2900

1 de ago de 2017

E lá sei foi Paul Hobbs para Cahors

Paul Hobbs e Otávio Lilla 

Paul Hobbs é um sonhador incansável, ele foi um dos grandes responsáveis pela globalização da variedade Malbec no mundo, tornando-a a uva ícone da Argentina. Muitas uvas tem se tornado por uma razão ou outra referência de um país e muitos exemplos podem ser citados como Tannat no Uruguay, e Carmenére no Chile, mas sucesso igual a da Malbec na Argentina não existe. Mas sabemos que milagres não existem, e certamente o trabalho desenvolvido por Hobbs quando foi enólogo da Catena foi fundamental para este sucesso que de tão intenso obscureceu os Malbecs elaborados em Cahors , origem desta uva. Na Argentina a Malbec surgiu como varietal e sempre foi caracterizada pela sua cor intensa, aromas marcados pela fruta madura, chocolate e pela maciez de seus taninos, tornando o vinho muito mais delicado e fácil de beber. Por outro lado na França sempre foi um vinho de corte quase sempre acompanhado de Merlot e Tannat comumente muito duro, acido, e rústico. O sucesso dos Malbec argentinos certamente ajudou a divulgação de seus irmãos franceses, mas estes quando tomados pelos consumidores dos exemplares argentinos, acabavam se decepcionando exatamente por serem tão diferentes em suas características. Até que em 2009 Hobbs recebe o convite de Bertrand Vigoroux tradicional produtor da região que conta com 150 hectares de vinhedos para um “jonit venture” visando elaborar um Malbec TOP para esta região. Após muito trabalho que passou por profundas  desde os tratos culturais das videiras, até os processos de vinificação  surgiu a linha Crocus , sendo sua primeira safra  a de 2011. Esta parceria hoje conta com três vinhos: Seu vinho de entrada o Crocus Atelier, o de média gama Crocus Prestige e seu vinho Top o Crocus Grand Vin , vinhos surpreendentes que certamente mudarão definitivamente o estilo dos futuros vinhos de Cahors. Para os mais curiosos Crocus é o nome de uma flor de origem asiática muito presente no local de onde é extraído o açafrão. Recentemente Paul Hobbs esteve no Brasil, como costuma fazer todos os anos, desta vez trazendo seus novos Malbec franceses distribuídos exclusivamente pela Mistral.


Crocus L’Atelier 2012 – Varietal 100% Malbec elaborado com uvas de três vinhedos diferentes com até 40 anos de idade de agricultura sustentável, com 13% de álcool, e passagem de 18 meses em fouldres franceses – Rubi intenso, sem halo. Frutas negras maduras lembrando ameixa, pétalas de rosa, pimenta do reino e mineral, Na boca, ótima acidez, taninos finos presentes, corpo médio, suculento, retrogosto frutado com delicado tostado. R$ 182

 Crocus Prestige 2011 – Varietal 100% Malbec elaborado com uvas de três vinhedos com diferentes altitudes todos de agricultura sustentável, com 14,5% de álcool, e passagem de 18 meses em barricas franceses sendo 50% de primeiro uso. Rubi, extra tinto, sem halo. Complexo, cereja, ameixas, pétalas de rosa, grafite, e ponta de alcaçuz. Na boca, ótima acidez, taninos finos corpo médio, retrogosto rico em frutas e chocolate, e tabaco. Um vinho um pouco mais austero com tripé acidez tanino e álcool em perfeita harmonia, meu favorito pela relação custo benefício. R$ 310

Crocus Grand Vin 2011 - Varietal 100% Malbec elaborado com uvas de dois vinhedos de maior altitude todos de agricultura sustentável, com 15% de álcool, e passagem de 24 meses em barricas franceses 100% de primeiro uso. Rubi, extra tinto, sem halo. Complexo, frutas negras compotadas, cassis, especiarias, menta, e chocolate amargo. Na boca um vinho de grande estrutura acidez correta, taninos doces, encorpado, macio, final de boca bem frutado, toque de baunilha. R$ 688.


No dia desta degustação tive a oportunidade de entrevista-lo para matéria que sairá em breve da edição de aniversário da Go Where Gastronomia, e ele me contou sobre seus novos projetos: a elaboração de um Riesling no estado de New York em parceria com o produtor alemão Johannes Selbach, e seus esperados vinhos armênios , vamos aguardar !!!

 

  Mistral- Site www.mistral.com.br – Fone (011) 3372 3400



28 de jul de 2017

Beaujolais bons vinhos para épocas de crise e para depois também

Anthony Collet e Walter Tommasi


Os vinhos de Beaujolais são sempre olhados com certa desconfiança pela imagem criada pelo seu Nouveaux, produtos básicos, leves frutados e que tem que ser tomados logo por não terem estrutura para guarda. Mas Beaujolais não é só Nouveaux, visto exxistirem  outras 12 denominações a saber: Beaujolais, Beaujolais Villages, e os 10 Cru de Beaujolais ( Brouilly, Chénas, Chiroubles, Côte de Broulilly, Fleurie, Juliénas, Morgon, Moulin- à – Vent, Régnié, e Saint- Amour ). Todos os vinhos são mono varietais, utilizando a casta Gamay pouco divulgada fora desta região. De acordo com estatísticas existem 36 mil hectares de vinhedos desta variedade plantados no mundo, sendo 15 mil deles nesta sua  origem. Uma das características destes vinhos é a sua vinificação que se inicia com os cachos não sendo desengaçados e seguindo com o processo que segue os princípios da maceração semi-carbônica, tradicional na região, mas que pouco a pouco vai perdendo alguns seguidores que ja se utilizam dos processos normais de vinificação, como ocorre com os irmãos mais famosos, os  Pinot Noir da Borgonha. A região conta com 2.700 produtores que elaboram por volta de 100 milhões de garrafas classificadas dentro das 12 AOCs acima citadas, das quais 40% são exportadas e os outros 60% consumidas pelo próprio mercado francês. Os Beaujolais e os Villages são vinhos bem frutados e delicados na boca, os crus por sua vez são exemplares mais complexos e que  podem ser divididos em 3 grupos: 1) Os Chiroubles, Bouilly, e Régnié mais delicados e tenros. 2) Os Fleury, Saint Amour, e Côte de Brouilly um pouco mais estruturados mas finos e sedosos. 3) Os Julienás, Chénas, Morgon, e Moulin -a-Vent mais intensos e generosos.

Recentemente tive a oportunidade de participar de uma apresentação destes  vinhos organizada pela Inter Beaujolais, que já se tornou tradicional por  acontecer todos os anos nesta mesma época, e que mais uma vez  teve como apresentador  de seu competente diretor de marketing Anthony Collet. Na data provamos os seguintes vinhos:

 

- Beaujolais  Blanc Jean Paul Brun 2014 importado pela PNR (011) 3074 6868 de R$ 195 – Um vinho delicioso com boa estrutura e untuosidade, o preço pegou um pouco.

 

- Beaujolais  Le Ronsay 2014 importado pela PNR (011) 30746868 de R$ 135 . Um vinho leve frutado elaborado sem maceração semi carbônica.

 

- Villages Cottin Frères 2013 importado pela Obra Prima (041) 30850030 de R$ 95. Vinho mais gastronômico com ameixa e toques de sottobosco, elaborado com maceração carbônica.

 

- Villages Domaine de Saint Ennemond 2015 importado pela Taste Vin (011) 25371024 de R$ 68. Um vinho simples mas com ótima relação custo benefício, para comprar de caixa.

 

- Brouilly Comte de Monspey- Cuvée Du Commandeur 2013 importado pela Cantu (011) 21444455 de R$ 195. Ótimo cru, austero e com bom potencial de guarda.

 

- Fleury Domaine dês Nugues 2012 importado pela Taste Vin (011) 2537024 de R$ 118. Mais um cru de alta qualidade, muito complexo marcado pelo aroma floral, com ótimo balanço de boca. Foi meu favorito

 




Moulin-a-Vent Paul Brun Les Thorins 2013 importado pela PNR (011) 30746868 de R$ 260. Um cru mais estruturado, rico, adequado a pratos com maior peso e portencial de guarda.

 

Certamente uma boa amostra do que se produz de melhor nesta pouco valorizada, mas para mim uma das melhores, regiões de vinho da França quando levamos em consideração a relação custo benefício

 
Vamos de Bojo , a Votre Santé

24 de jul de 2017

Casa Lapostolle é vendida mas ganha liberdade



 Em 1880, Alexandre Marnier Lapostolle iniciou a produção de seu afamado licor Grand Marnier, no coração de Cognac , que nada mais era do que Cognac com essência de laranja amarga destilada e açúcar, um verdadeiro assombro para os tradicionais apreciadores de Cognac da região mas que se mostrou uma idéia genial pelo sucesso que o produto teve e continua tendo até os dias de hoje. E a empresa sobreviveu saudável ao tempo chegando a sua 5ª geração gerenciada por Alexandra Marnier Lapostolle com a tradicional família crescendo e investindo em novos segmentos como foi o caso da Casa Lapostolle uma moderna vinícola localizada no Chile. Recentemente o grupo Campari fez uma oferta irrecusável de 741 nilhoes de Usd  e o consenso da família foi o de finalmente vender a empresa. O interessante é que a Campari após a aquisição não mostrou interesse em continuar com vinícola chilena e Alessandra e seu filho Charles não perderam tempo e recompraram os ativos e hoje são os únicos proprietários da mesma. 
E foi o simpático Charles que recebemos recentemente em jantar organizado por sua importadora Mistral onde o objetivo era de nos apresentar seu novo lançamento o segundo vinho do premiadíssimo Clos Apalta  considerado o melhor vinho do mundo em 2008 pela revista Wine Spectator. O nome dado ao vinho foi “Petit Clos”, e não é que o Charles chegou, mas o vinho não ! Ficou preso no Chile devido aos problemas logísticos causados pela nevasca ! Mas o Ciro e o Otavio Lilla não perderam tempo e colocaram em seu lugar o maravihoso Borobo para mim uma surpresa pois nunca havia tomado o mesmo.  O jantar foi muito descontraído e cheio de novidades como o rosé da casa que abriu nossa degustação e que eu também nunca tinha provado, o futuro lançamento do Lapostolle um corte bordalês mas que tem também um pouco de Syrah que se dá muito bem nas terras da família. Charles promete mais novidades em breve afinal agora ele é sua mãe podem se concentrar só na paixão deles pelos vinhos.

Vinhos provados:

Lapostolle Le Rosé 2005 - Corte de Syrah, Cabernet Franc e Carmenere com 13,5 de álcool de R$ 226

Cuvée Alexandre Chardonnay 2013 - Varietal 100% Chardonnay com 14,5 de álcool de R$ 192.

Cuvée Alexandre Merlot 2013 - Corte de Merlot e Carmenere com 13,5 de álcool de R$ 188.

Cuvée Alexandre Cabernet Sauvignon 2013 - Varietal 100% Cabernet Sauvignon com 14,5% de álcool de R$ 192.


Borobo 2011 - Corte de Cabernet Sauvgnon, Syrah, Carmenere, Pinot Noir e Merlot com 155 de álcool de R$ 685.


Clos Apalta 2012 - Corte de Carmenere, Cabernet Sauvignon e Merlot com 15% de álcool de R$ 685 .

Devo dizer que este rose me agradou demais, um vinho fresco delicado e elegante, o outro vinho que gostei muito foi o Cuvée Cabernet Sauvignon marcado por sua tipicidade e mostrando grande potencial de guarda, claro que o Clos Apalta, não podia ficar fora de meus favoritos confirmando sua fama de um dos melhores vinhos do mundo. Agora minha surpresa mesmo foi este Borobo que tem seu nome formado pela região das uvas que o geram BO ( Bordeaux pela Cabernet  Sauvignon , Merlot e Carmenere) RO ( Rhône pela Syrah) e BO ( Borgonha pela Pinot Noir) um vinho com envelope olfativo amplo, e na boca muito fresco, direto que promete ir longe.

DICA: Com o lançamento do Petit Clos o Clos Apalta deverá ter forte aumento de preços  portanto aqueles que ainda querem comprar este vinho aos preços atuais CORRAM, não me digam depois que não avisei.


Esperando agora a chegada deste Petit Clos  que nos deixou tão curiosos !!

Parabéns ao Chales  por produzir e ao Ciro por importar estes Lapostolle  definitivamente Grandes Vinhos  !!


Mistral: Site - www.mistral.com.br  - Fone (011) 3372 3400